
É este aquele de quem nós, outrora, fizemos escárnio
e a quem loucamente cobrimos de opróbrio?
Considerámos a sua vida uma loucura
e a sua morte uma vergonha.
Como é contado agora entre os filhos de Deus
e tem a sua sorte entre os santos?
(Sabedoria, 5:5)
Belo, sim senhor. Não me resta que agradecer os pêsames. Mas urge dizer, antes de mais, que fúria testosterónica, ou antes, disparate absoluto que, estou certo disso, ter-se-á devido apenas a um lapso momentâneo de razão ou à pressa motivada por apertos técnicos e/ou logísticos, é clamar, aos quatro ventos, que os Birthday Party não sabem tocar. É pena começar logo com uma barbaridade desse calibre, já que afecta gravemente a seriedade do que vem a seguir. Fico à espera de uma revisão de opinião, nem que, para tal, seja necessário voltar a ouvir os álbuns com mais atenção.
Quando falei em "invocar os deuses", não me referia a mulheres nem a vinho, antes a uma lírica de redenção que, não sendo, de todo, estranha ao rock´n´roll - nem ao próprio Jeff Buckley ("Grace", a música, por exemplo) - é ainda mais indispensável para quem resolver libertar os fantasmas da soul e não se chamar Joss Stone. Teria sido muito bonito, de certeza, se o Jeff Buckley se tivesse lançado num "Young Americans". É estranho que os exemplos de decadência avançados sejam duas espécies de "profetas", digamos, que não perderam em absoluto as suas capacidades artísticas (então não tínhamos já chegado à conclusão de que o "LA Woman" era precisamente o melhor álbum!?) e que não tinham muito a ver com o Jeff Buckley, a quem faltava essa aura e a quem nem sequer a morte (tão bela, romântica e rock´n´roll, para mim, como as das vítimas de Castelo de Paiva) lha emprestou. Porra, então, segundo a tua excelsa opinião, os Doors faziam o primeiro disco e já está!? Assim, à Jeff Buckley? E escusávamos de ter de ouvir "absolutas merdas" como o "Morrison Hotel", o "Strange Days" e por aí em diante... Sim, realmente, ainda bem que o Jeff Buckley, o Ian Curtis e esses gajos todos lerparam enquanto era tempo. Também não percebo a "obscuridade artística" do Jack Kerouac, mas tu, seguramente, terás a bondade de explicar. Parece que vale mais morrer aos vinte com um álbum genial do que continuar a escrever bons livros ou a fazer bons discos e morrer aos vinte e muitos / trinta e tal com o corpo absolutamente intoxicado – e, claro, um Jeff “barbudo e cambaleante” seria “grotesco”, até porque ele nasceu, por mais que te custe, para ser um ícone feminino, eternamente jovem como é (eu gosto muito do Jeff Buckley, mas nunca conheci uma rapariga que não gostasse, pelo menos, tanto como eu; em contrapartida, nenhuma gosta mais de ZZ Top do que eu. É assim a vida...). O que nos leva ao assunto do capot e afins. Eu não quis diminuir uma cena que, na altura, achei realmente que tinha percebido o quanto foi especial - e, acima de tudo, fiquei lisonjeado por teres decidido partilhar COMIGO. Apenas manifestei a minha admiração por ela envolver Jeff Buckley. Pois eu, de facto, acho que é quase uma masturbação ouvir Jeff Buckley. E, não sendo um particular adepto de sessões de masturbação em grupo (ao contrário de outros membros do blog), só ouço Jeff Buckley quando estou sozinho (e acocorado na escuridão, claro). Sinto-me nu se, por acaso, calha de ouvir acompanhado (como aconteceu algumas vezes em Itália). O Jefferson Buckley é a minha Gina. Pode não ser de homem, mas é mais de homem do que impingi-lo às meninas. Não deixa de ser um truque baixo. Aliás, nem escreveria sobre ele se soubesse que este post iria ser lido por raparigas.
-Ah, e obrigado pelo bom conselho, mas, considerando que todos os capots do mundo me serão sempre alheios (sim, eu percebi que era uma metáfora, mas isto também é), creio que nunca chegarei a ser um verdadeiro homem. As defense, i´m neutered and spayed; what the hell am i trying to say?
Quando falei em "invocar os deuses", não me referia a mulheres nem a vinho, antes a uma lírica de redenção que, não sendo, de todo, estranha ao rock´n´roll - nem ao próprio Jeff Buckley ("Grace", a música, por exemplo) - é ainda mais indispensável para quem resolver libertar os fantasmas da soul e não se chamar Joss Stone. Teria sido muito bonito, de certeza, se o Jeff Buckley se tivesse lançado num "Young Americans". É estranho que os exemplos de decadência avançados sejam duas espécies de "profetas", digamos, que não perderam em absoluto as suas capacidades artísticas (então não tínhamos já chegado à conclusão de que o "LA Woman" era precisamente o melhor álbum!?) e que não tinham muito a ver com o Jeff Buckley, a quem faltava essa aura e a quem nem sequer a morte (tão bela, romântica e rock´n´roll, para mim, como as das vítimas de Castelo de Paiva) lha emprestou. Porra, então, segundo a tua excelsa opinião, os Doors faziam o primeiro disco e já está!? Assim, à Jeff Buckley? E escusávamos de ter de ouvir "absolutas merdas" como o "Morrison Hotel", o "Strange Days" e por aí em diante... Sim, realmente, ainda bem que o Jeff Buckley, o Ian Curtis e esses gajos todos lerparam enquanto era tempo. Também não percebo a "obscuridade artística" do Jack Kerouac, mas tu, seguramente, terás a bondade de explicar. Parece que vale mais morrer aos vinte com um álbum genial do que continuar a escrever bons livros ou a fazer bons discos e morrer aos vinte e muitos / trinta e tal com o corpo absolutamente intoxicado – e, claro, um Jeff “barbudo e cambaleante” seria “grotesco”, até porque ele nasceu, por mais que te custe, para ser um ícone feminino, eternamente jovem como é (eu gosto muito do Jeff Buckley, mas nunca conheci uma rapariga que não gostasse, pelo menos, tanto como eu; em contrapartida, nenhuma gosta mais de ZZ Top do que eu. É assim a vida...). O que nos leva ao assunto do capot e afins. Eu não quis diminuir uma cena que, na altura, achei realmente que tinha percebido o quanto foi especial - e, acima de tudo, fiquei lisonjeado por teres decidido partilhar COMIGO. Apenas manifestei a minha admiração por ela envolver Jeff Buckley. Pois eu, de facto, acho que é quase uma masturbação ouvir Jeff Buckley. E, não sendo um particular adepto de sessões de masturbação em grupo (ao contrário de outros membros do blog), só ouço Jeff Buckley quando estou sozinho (e acocorado na escuridão, claro). Sinto-me nu se, por acaso, calha de ouvir acompanhado (como aconteceu algumas vezes em Itália). O Jefferson Buckley é a minha Gina. Pode não ser de homem, mas é mais de homem do que impingi-lo às meninas. Não deixa de ser um truque baixo. Aliás, nem escreveria sobre ele se soubesse que este post iria ser lido por raparigas.
-Ah, e obrigado pelo bom conselho, mas, considerando que todos os capots do mundo me serão sempre alheios (sim, eu percebi que era uma metáfora, mas isto também é), creio que nunca chegarei a ser um verdadeiro homem. As defense, i´m neutered and spayed; what the hell am i trying to say?